Mamães sem tempo, sem dotes culinários ou com preguicinha mesmo, hoje felizmente temos uma alternativa: papinha pronta! Elaboradas por nutricionistas, processadas (eu não sabia que bater os legumes no liquidificador quebra a cadeia de ...? - quando eu lembrar que cadeia ele quebra eu coloco aqui - e aí o alimento fica sem valor nutricional), congeladas e entregues em casa!!!
As primeiras papinhas da Naomi, da Maria Papinha
As da Maria Papinha são uma delícia, garanto! Porque todo dia eu como a que a Naomi não come... É, ela ainda não descobriu como é bom uma papinha salgada. Mas as doces... hummmm, adora. (E continua mamando... muito!)
Ela gosta de suco, água, gelatina (estou dando pouco, de vez em quando, porque tem muito corante, mas ela adora, não vou deixar de dar), iogurte, frutas... se delicia. A papinha salgada eu continuo oferecendo todosantodia, mas ela continua travando a boca depois da primeira colherada. A única que ela comeu um pouco mais foi a de cenoura da Nestlé.
Ah, o potinho de salgada da Maria Papinha custa R$ 2,70 (150 gr, para seis meses, é bastante, se o bebê comer beeemmm, dá pra duas refeições). A papinha doce (sobremesa) é menor e custa R$ 2,00. Os valores para outras fases/idades do bebê eu não sei.
Hoje na internet descobri o Empório da Papinha. Liguei lá, os valores são maiores: R$ 5,00 a doce e R$ 5,50 a salgada (ou o contrário, agora me confundi...) e a quantidade é menor: 100 gr. Mas é tudo orgânico, daí os preços.
Só porque a mamãe não é prendada, o bebê não precisa ser subnutrido, né, gente?!
Primeiro, preciso dizer que a Naomi dormiu a noite passada inteirinha! E agora também está indo super bem. Acho que minha filhinha está voltando ao normal, ufa!!!
Agora, vamos falar das frutinhas. Decidi que ela poderia sim conhecer novos sabores antes dos seis meses, afinal, já tinha sentido o sabor da Funchicórea, das vacinas, do Ad-til, do Tylenol, por que não das frutinhas?
Não mudamos exatamente nada na amamentação, toda nutrição dela continuaria vindo só do leitinho da mamãe.
Foi tudo uma grande brincadeira, com a família, durante as festas de final de ano. A Naomi já experimentou, nessa ordem: pêssego, maçã, banana, pêra (com acento sim, senhor), laranja, gelatina, iogurte, mamão e água. Acho que não esqueci de nada. Hehehe.
Eu achei bem legal que ela é muito curiosa, tudo é uma grande novidade. Pra nada ela fez escândalo. Ela fez caretinhas, cuspiu, fechou a boca e quis mais. O que ela mais gostou até agora foi banana.
Daqui meio mês começaremos, de verdade, a introdução dos novos alimentos.
Ah! Aos cinco meses ela mede 63 cm e pesa 6,940 Kg.
Banana
Fechando a boca pra banana
Pêra
Pêra
Mais banana
Pronto, gostou (Todas as fotos lindas aí de cima são da minha prima Tania Nacamura - sim, é com C porque erraram no cartório)
Dizem os especialistas que, para os bebês, "dormir a noite toda" significa dormir pelo menos cinco horas ininterruptas. Então a Naomi dorme a noite toda desde mais ou menos um mês. Mas com um mês e meio, quando finalmente eu tive coragem de colocá-la para dormir sozinha no seu quarto, no seu berço, ela começou a dormir sete horas seguidas. Ótimo, não?! E com o tempo foi passando a dormir mais: oito horas, nove horas... Melhor ainda, não?!
Com cinco meses ela dormia mais ou menos dez horas seguidas. Entre 22h e 8h.
Sim, ela DORMIA. Até pouco mais de uma semana atrás.
Desde os últimos dias na praia ela tem acordado várias vezes durante a madrugada, depois de já ter tido muita dificuldade de pegar no sono. Tá mais ou menos assim: coloco pra dormir entre nove e dez, ela fica num dorme e acorda até meia-noite, quando dou a "mamada dos sonhos" (pra quem não conhece explico num próximo post). Aí finalmente dorme de verdade e tá indo até cinco da madrugada (ontem foi até 4h15min...). Aí a gente faz voltar a dormir. Acorda de novo seis e meia ou sete e meia, quando não fica dormindo e acordando nesse intervalo.
Eu simplesmente não sei o que fazer!!! Quero o bom sono noturno (só o noturmo, pôxa... o diurno nunca foi lá essas coisas mesmo...) da minha filha de volta!!!
Dorme feito um anjinho, filhinha, dorme!
Já pesquisei muito, li muito e já vi várias sugestões do que pode ser:
- Pode ser que algum alimento tenha causado desconforto (dei mamão na praia, pela primeira vez e dei de novo em casa, mas o mamão já foi embora, então esta alternativa está descartada).
- Pode ser dor por causa de habilidades novas adquiridas (ela chegou na fase de ser apaixonada pelos próprios pés e brinca com eles o dia todo). O que vou fazer? Impedi-la de desenvolver novas habilidades?
- Pode ser que o organismo dela realmente esteja precisando dos alimentos sólidos, ou seja, eu deveria começar a dar frutinhas pra valer (depois conto como foi a brincadeira de mostrar sabores pra Naomi!). Mas eu realmente não acho que ela acorda à noite com fome. Na praia, fora da rotina, eu dei de mamar pra ela algumas vezes quando ela acordou, mas aqui em casa não dei não.
- Mudou o ambiente, as pessoas, mudou a rotina. É a alternativa mais provável, mas já vai fazer uma semana que voltou à rotina!!! Será que já não estava na hora do corpinho dela também voltar?!
Pois é, gente... estamos assim. Vocês têm alguma sugestão? Alguma história de sucesso? Hehehe.
Pronto, desabafei e pedi socorro.
Agora, desculpem não ter dito antes, feliz ano novo pra vocês!!!
Tenho muitas coisas legais pra contar!!! Sobre as frutinhas (muito obrigada pelos pitacos que vocês deram no post passado, achei muito legal, depois conto o que decidi e fiz), a praia, a piscina, os cinco meses!
Volto logo!
Beijo!
(Ah, eu continuo escrevendo como eu sabia, ou seja... mais ou menos..., mas eu não sei escrever com as novas regras... buáaa. Não sei Português!...)
***
Olhem o que acabei de achar:
Mas ele dormia a noite toda Não é mesmo frustante quando você finalmente acha que agora está tudo quase de volta ao normal, você está dormindo novamente bem à noite e, de repente, o seu filho começa a acordar no meio da noite sem nenhum motivo aparente. Mudanças no ciclo de sono do seu filho podem ocorrer conforme ele vai crescendo, se tornando mais móbil e sabendo mais sobre o mundo a sua volta. Agora, quando ele acorda, ele sabe que está sozinho, a mamãe não está lá e ele não tem idéia de onde ela possa estar. É normal. Estando tudo em perfeita ordem, ponha ele de volta no travesseiro e deixe o quarto. Ele vai aprender a voltar a dormir novamente sozinho. Fazendo isso alguns dias ele vai aprendendo e logo ele vai acordar e antes mesmo que você vá até lá, ele já vai ter dormido novamente.
O doutor falou que se eu quiser posso começar a dar frutinhas, suquinhos, iogurte e gelatina. Mas se eu não quiser, não é pra dar. E se eu quiser continuar só amamentando até quando eu quiser, também não tem problema nenhum.
Eu já estava acostumada com a idéia de continuar só no leitinho até os seis meses e pensei que essa fosse a regra. Aí ele me explicou que a alimentação da Naomi, tudo que ela necessita vai continuar vindo só do leite, que as frutinhas e tal é mais para ela ir conhecendo os sabores.
Pronto, arranjei um novo dilema: ofereço ou não ofereço as frutinhas antes dela completar seis meses? (Meu primeiro dilema como mãe foi: troco a fralda antes ou depois de dar de mamar? E depois vieram outros, como: já corto a última mamada da noite, ou espero mais um pouco?)
O doutor explicou também que não é para adoçar nada, nem colocar água, é só dar qualquer fruta, raspadinha ou amassadinha, iogurte e gelatina, no máximo 100 ml ou dez colherzinhas de chá. O que ficou decidido na consulta é que vou continuar só amamentando mesmo, mas que de repente, se eu quiser oferecer alguma dessas opções que ele deu, só pra Naomi conhecer o sabor, ver a reação dela, eu posso sem nenhum problema. E a amamentação vai continuar exatamente como está (a Naomi já mama de 4 em 4 horas).
Mamães, podem me dar conselhos ou apenas contar a experiência de vocês. Conhecer a opinião de vocês vai me ajudar nesse meu dilema resolvido mas não tão resolvido. Hehehe.
Ah! Piscina com água tratada e prainha (do litoral Norte de São Paulo, as do litoral Sul não, ele deixou claro!) estão super liberadas. Uhuuu! Não vejo a hora de chegar Janeiro pra Naomi estrear seu primeiro biquininho!!!
.desde o dia 4 ela estabilizou na rotina de mamar de 4 em 4 horas (já há algum tempo ela vinha aumentando o intervalo de 3 em 3 horas para 3 e quinze, 3 e meia, às vezes 4 horas). Agora ela mama às 8h, 12h, 16h e 20h. Dorme às 22h, 22h30. Dou uma última mamada, com ela dormindo (mas se não estamos em casa, normalmente ela acorda antes), às 23h30. Hoje eu tentei dar de mamar antes dela dormir, às 22h, ela mamou, coloquei no berço e nada dela dormir. Dei mais um pouquinho e finalmente ela dormiu às 23h05. Vou tentar continuar assim, ela mamando às 20h e depois às 22h, 22h30, antes de dormir.
.dia 10 começou a dar gritinhos (antes ela dava uns gritinhos esporádicos, sem querer, e se assustava! Hehehe).
.também dia 10 ela descobriu os pézinhos (quando está sentada, encostadinha, ela fica fazendo força, projetando o corpo pra frente, querendo sentar sem apoio, nisso foi indo e descobriu seus pézinhos lindos!).
Descobriu os pézinhos!
.dia 11 ela resmungou duas vezes querendo a chupeta na soneca da manhã e uma vez na soneca do início da noite, eu dei a chupeta que tinha caído, mas não tive que pegá-la do berço pra ajudá-la a voltar a dormir nenhuma vez! Ela dormiu as duas horas de cada uma das três sonecas direto! (Eu escrevi isso ontem. Hoje ela acordou em todas as sonecas e eu tive que ajudá-la a voltar a dormir...).
Finalmente vou escrever meu relato de parto! Chega de adiar, porque quero escrever sobre outras coisas aqui no blog, mas é bom começar do começo!
Minha gravidez foi tranqüila. Mesmo assim, nos três primeiros meses fiquei super aflita, tive um sangramento, tinha medo de perder o bebê, essas coisas normais, mas que para mim eram muito preocupantes. Mas não tive enjôo e nenhum outro problema de saúde. Engordei super pouco até os seis, sete meses. Quando eu achava que ia ser uma grávida esbelta... comecei a engordar muuuuito. Ah, eu ficava fazendo as contas das semanas, os ultras insistiam em dar uma diferença de uma semana com a data da minha última menstruação, aí eu decidi me guiar pelos dois primeiros ultras.
No dia 6 de agosto, com 38 semanas, fui à minha consulta já semanal com o Dr. Rufino (ah, demorei pra achar um obstetra bom, mas valeu à pena!). Ele disse que já estava tudo certo pra Naomi nascer. Ela já estava há várias semanas na posição certa, agora já estava encaixada, eu tinha uns 2cm de dilatação. Ele disse que ela poderia nascer naquela semana, mas que se eu não entrasse em trabalho de parto, tinha consulta de novo na quarta-feira seguinte e já deveria estar com as malas prontas, pois eu poderia ir da consulta direto para a maternidade. Ele disse que poderíamos esperar entrar em trabalho de parto, mas que se eu quisesse fazer uma indução na semana seguinte, poderia fazer. Eu não sabia muito bem se isso era legal, aí o Dr. me explicou que seria aplicado um hormônio (ocitocina) para induzir o trabalho de parto.
Eu desde o começo queria que meu parto fosse normal. Queria ao menos tentar, fazer de tudo pra ser normal. E também sempre achei que o bebê tem que nascer na hora que tem que nascer, entende? Sempre achei muito estranho "marcar" uma cesárea. Queria sentir, viver na pele, a emoção da bolsa romper, de correr pro hospital, essas coisas. O que aconteceu é que o Duca tinha um show marcado para o dia 15/08 no Maranhão e eu estava com medo da Naomi resolver chegar justo quando ele estivesse viajando e não dar tempo dele voltar. Decidi esperar até a semana seguinte pra ver o que aconteceria. Saí da consulta e do nada comecei a sentir contrações o tempo todo, acho que era coisa da minha cabeça, porque no dia seguinte já não sentia mais.
Quarta-feira, 13 de agosto, 39 semanas e 2 dias, vou novamente para a consulta semanal, já que a Naomi ainda não tinha resolvido aparecer. Estava com tudo meio que ajeitado, caso fosse para o hospital. O Dr. me examinou, eu continuava com 2cm de dilatação. Resolvemos fazer a indução. Dr. Rufino disse para eu ir direto pra maternidade, eu perguntei se podia passar em casa e pegar minhas coisas, ele disse que sim, mas para ir logo e não ficar muito tarde. Mas eu queria atrasar um pouco as coisas, queria que a Naomi nascesse depois da meia-noite, não queria que ela nascesse no dia 13 de agosto, hehehe.
Liguei pro Duca, que tinha acabado de chegar no estúdio e disse para ele ir me buscar que a gente ia para a maternidade!!! Passamos em casa, pegamos tudo, minha irmã Angélica encontrou com a gente e foi junto. Passei pelo Pronto Atendimento, estava com 2 para 3cm, mas não sentia nenhum dor de contração. Dei entrada na internação às 17h38. Achei estranho ter que ir para o quarto na cadeira de rodas!
Não lembro exatamente o horário, mas entre as seis e sete horas comecei a receber ocitocina para induzir o trabalho de parto. Lembro que às sete uma enfermeira entrou, se apresentou e disse "vou estar aqui até as sete da manhã" e eu pensei "porque ela falou isso, se eu não vou estar aqui até esse horário?!". Mal sabia eu o que me aguardava!
Eu morrendo de fome e as enfermeiras não queriam me dar nada. Aí eu falei que meu médico tinha deixado autorização para eu ter "dieta leve". Quando ele chegou, falei que tava morrendo de fome, aí finalmente trouxeram a comidinha! E ele deixou claro que eu poderia comer sim! Comi e fiquei esperando. Passou a noite e nada. Passou a madrugada e nada. Minha dilatação não aumentava, eu não sentia dor nenhuma de contração. O que era muuuuuito incômodo era de tempo em tempo vir alguém pra fazer exame de toque. Horrível. E também ficar com aqueles negócios na barriga, pra monitorar os batimentos cardíacos do bebê e as contrações, é muito ruim, eu queria mudar de posição e não podia, foi difícil dormir.
Quinta-feira, dia 14, logo cedo o Dr. Rufino passou pra me ver. As enfermeiras diziam que no final eu ia ter que fazer uma cesárea. O meu medo era esse: ficar horas e horas esperando por um parto normal e depois de tudo ter que ser cesárea. Mas o Dr. me reanimou, disse que eu já tinha esperado até agora, que deveria esperar um pouco mais, pois o parto normal seria muito melhor. Ele disse para esperarmos até a tarde para ver se as coisas progrediam. O Duca ficou quase o tempo todo comigo, ele saía de vez em quando pra tomar um café, pra comer, dar uma volta na Paulista. Eu senti muita falta de não ter levado livros, revistas e senti muuuuita falta de não ter sinal de internet no quarto. Podia ter pelo menos uma televisãozinha, pôxa!
E assim foi a manhã e a tarde. Exames de toque, sangue, aparelhos monitorando, desconforto pra dormir ou descansar. Eu me virava e os aparelhos paravam de pegar os batimentos cardíacos da Naomi, aí vinha uma enfermeira pra arrumar. Eu pedia pra desligar porque queria ir ao banheiro. Fui várias vezes, pra aproveitar e dar uma andadinha pelo quarto. Uma hora falaram que eu podia tomar banho, ufa! Mas não me deixaram lavar o cabelo, que coisa! E eu tomei banho com o soro na minha mão.
Minha mãe tinha chegado em São Paulo e o pessoal do hospital deixou ela entrar no quarto, revezando com o Duca. Na verdade, só ele podia entrar, mas no final entrou minha mãe, minha sogra, a Hana... foi um oba oba! Hehehe. E eu falando que queria meu chocolate, as enfermeiras dizendo que não podia, eu dizendo que meu médico disse que podia, meu médico teve que falar pra elas que eu podia sim, mas no final o chocolate sumiu e eu fiquei sem...
Lá pelas quatro, cinco da tarde, veio uma enfermeira e falou "seu médico ligou, disse para ver sua dilatação, se não tiver aumentado, vamos marcar a cesárea". Eu pensei "tomara que não tenha aumentado então", porque já não aguentava mais esperar, queria acabar logo com tudo aquilo. Para surpresa de todos... tinha aumentado! Não lembro exatamente quanto tava, mas devia ser uns 4cm. Aumentaram de novo a dose de ocitocina e logo depois meu médico chegou.
Ele explicou que agora as coisas seriam rápidas e que tinha um anestesista com tudo preparado caso eu quisesse receber anestesia. Eu disse que ia esperar para ver, pois ainda não sentia dor. Passaram-se alguns minutos e eu comecei realmente a sentir as contrações... e a dor. Me deu vontade de ir ao banheiro, fui váaarias vezes. Parecia que lá sentada, jogando água, eu me sentia um pouco melhor. Eu queria ver se aguentava a dor, queria saber que dor era essa do parto. Eu me sentia meio doida (mas depois li que isso era normal) porque achava que tinha que sentir a dor do parto, afinal, Deus falou que as mulheres iriam sofrer as dores de parto, se eu simplesmente não sentisse, estaria fujindo de algo que Deus ordenou. Bom, mas Deus também permitiu que o homem criasse formas de aliviar a dor, não é? Só sei que bem pouco tempo depois de eu ter dito que ia esperar, que se precisasse pediria a anestesia, eu comecei a sentir dores horríveis e logo pedi, por favor, quero a anestesia!!! O tempo do médico chegar pareceu uma eternidade. Nessa hora minha mãe tava no quarto. Eu estava toda encolhida, de lado, e cada contração era uma dor horrível. Quando passava eu já começava a sofrer pensando que a próxima já estava chegando. Fui pro banheiro de novo. Todo mundo disse "mas você não vai fazer mais nada...", mas eu disse pra minha mãe e enfermeiras "eu vou ficar sentada no vaso até o anestesista chegar". Ufa, ele chegou. Demorou um pouco para colocar as agulhas porque o médico disse que eu sou um pouco tortinha. Ele não disse desse jeito, é claro, mas não lembro exatamente a forma como ele falou. Enquanto ele tentava colocar as agulhas, eu tinha que avisar quando vinha uma contração, e ele parava, aí tinha que esperar passar e ir tentando até que vinha outra contração, e parava de novo. Até que enfim conseguiu, ele disse que fui muito bem. Tomei aquela combinada, raqui+peridural.
Quando começou o efeito da anestesia foi tudo lindo e rápido. Já não sentia mais dor nenhuma, sentia tudo, as contrações, mas nenhuma dor. Aí era só esperar a hora de começar a fazer força pra empurrar. Aí já deviam ser umas seis, seis e meia, ou mais. O Dr. Rufino me explicou que as minhas contrações não estavam funcionando, por isso eu não estava tendo dilatação, a ocitocina demorou pra começar o seu trabalho em mim.
Chegou a hora de fazer força. O Dr. e a assistente me diziam quando empurrar. Eu demorei um pouquinho pra entender como exatamente eu tinha que fazer a tal "força de fazer cocô". Ah, o Duca chegou no quarto na hora em que eu tava tomando a anestesia, ele teve que esperar pra entrar até o anestesista terminar o trabalho. É muito engraçado, que os médicos ficam lá conversando normalmente, eu com as pernonas abertas, entra um médico, entra outro, entra enfermeira, entra pediatra, cada um diz oi, diz o nome, e eu ali naquela situação. E a cada contração fazendo força. Até que uma hora o Dr. Rufino sai, volta todo vestido diferente com aquelas roupas de cirurgia, colocam uns panos nas minhas pernas, trazem um monte de coisas, chegam os pediatras. É a hora! Agora, hein, a força pra sair! E de repente surge um outro médico que empurra e empurra a minha barriga.
E a Naomi nasceu!!! Eu senti ela saindo, é muito esquisito. E mais esquisito é ver a barriga toda murcha e sentir um vazio! Acho que a primeira coisa que eu pensei foi "como ela, desse tamanho, tava dentro da minha barriga?!". Aí cortaram o cordão, e fizeram todos os exames nela, enquanto tavam limpando a Naomi, o Duca tirou uma foto dela e me mostrou e eu achei tão linda!!!!
Naomizinha sem cara de joelho
Perguntei se eu tinha que fazer força pra placenta sair, mas o Dr. disse que não precisava. Eu fiquei sentindo ele lá, literalmente fazendo uma limpeza dentro de mim, depois costurando... (Sinceramente não sei se ele cortou - episiotomia - ou se rasgou sozinho. Nos documentos aqui consta quem foi sem.) Aí finalmente trouxeram a Naomizinha pro meu colo, toda embrulhadinha, muito linda! Eu não sabia o que sentir, o que pensar.
As primeiras fotos com o papai e a mamãe (acabados...)
Um pouco depois eles iam me dar a Naomi pra amamentar, mas quando começaram a subir um pouco a cama, eu comecei a ficar tonta, só deu tempo de dizer "acho que eu vou desmaiar", aí pararam imediatamente de levantar a cama, eu não lembro se desmaiei ou não, mas eu comecei a vomitar, vomitei muito, sujei toda a cama. Disseram que é normal, reação à anestesia. Não pude amamentar e tive que ficar um tempinho ainda lá no quarto do parto. Depois de um tempo fui pro quarto de recuperação, um pouco depois a Naomi chegou no berçário. Eu não lembro se foi logo em seguida, se foi mais de madrugada, mas uma hora trouxeram a Naomi pro quarto e eu pude ficar com ela! (Ah, tô vendo aqui as fotos, eu fui para o quarto lá pelas dez, onze da noite e a Naomi foi mais ou menos uma da madrugada.)
No berçário
Madrugada do dia 15/08/2008, abobada com nosso presentinho de Deus!
Naomi 14 de agosto de 2008, às 19h46 3,190 Kg e 47,5 cm Apgar 9 e 10
(No final, os relatórios dizem que ela nasceu de 40 semanas! Batendo com a data da última menstruação. Mas pelas contas que eu segui a gravidez toda, nasceu de 39 semanas e 3 dias.)
Depois eu conto como foram os dias na maternidade e os primeiros dias em casa.
Ester Tambasco, 29 anos. Mulher do Duca, mãe da Naomi, jornalista por formação e fotógrafa por aspiração.
A idéia inicial do blog era teclar a respeito de tudo o que tivesse vontade. Agora só fala de assuntos mamãe e bebê!
Ser mãe nunca foi um grande sonho, nem pensava muito nisso. O maior desejo sempre foi ter um amor pra vida toda. O amor pelo marido continua. Diferente. Mas, repetindo a máxima "só quem é mãe sabe", agora entende o que é, mesmo, amor pra vida toda.
Pensamento
"O melhor método de educação para uma criança é dar-lhe uma boa mãe." (Chistian Morgenstern)