domingo, 12 de julho de 2009
Clube Feminino de Leitura
Faço parte, com tanto orgulho!
E quem fez o blog foi a linda da Gi.
domingo, 5 de julho de 2009
Escrever é meu melhor desabafo
O desabafo abaixo está temporariamente no meu perfil do Orkut. Não tem nada a ver com quem eu sei que passa por aqui. Mas gostei do que escrevi. E pode ser bom que vocês saibam!
Um beijo!
Teca
É bom que você saiba
A quem se preocupa achando que exponho demais minha família e principalmente minha filha, não se preocupe!
Não adiciono no Orkut pessoas que não conheço. E, acredite, há álbuns restritos apenas para a família e amigos bem próximos. Assim como há um álbum aberto, em respeito e consideração por aqueles que admiram meu marido e consequentemente têm carinho por nós, como família. E não coloco, nem num álbum restrito, fotos que não possam "cair na rede" ou possam comprometer nossa privacidade e segurança. Idem para vídeos no Youtube.
Amo fotos. Amo belas imagens. Amo bons momentos registrados da melhor forma possível. Amo poder compartilhá-los com quem amo e com quem nos ama. Sei que exagero. Mas, vocês hão de concordar comigo: difícil se conter quando se tem ao lado uma menininha linda e apaixonante fazendo coisinhas novas a cada dia! Difícil se conter quando se pensa que esses registros serão lindas lembranças no futuro. Natural não se conter, quando se sabe que vovós e titias têm no Orkut a maneira mais prática e rápida, às vezes única, de ficar um pouco mais perto dessa menininha.
Você tem todo o direito de discordar de mim e respeito sua opinião contrária. Portanto, caso o excesso de fotos ou vídeos o incomode, simplesmente não os veja. Ou então avise-me, que poderei escolher não compartilhar as fotos com você e assim evitar o seu desagrado.
Aos que nos amam e amam poder acompanhar nossa vida, assim como eu fico feliz por poder participar, ao menos pela internet, da vida dos que amo: não vou apagar todas as fotos e vídeos como fiz uma vez. Pelo menos não agora!
Aproveitando: no meu blog, compartilho abertamente - com conhecidos ou desconhecidos - o que posso contar do que sou, do que vivo, do que busco, do que acredito. Decidi, inclusive, que preciso me dedicar mais e melhor a ele, pois entendi, com alegria, que esta é uma forma que tenho de ser útil.
Obrigada pela atenção.
*
"Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe."
Clarice Lispector in "Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres"
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"A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais. A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama. Pisca e anda. Pisca e brinca. Pisca e estuda. Pisca e ama. Pisca e cria filhos. Pisca e geme os reumatismos. Por fim, pisca pela última vez e morre.
- E depois que morre – perguntou o Visconde.
- Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?"
Monteiro Lobato - trecho de "Memórias de Emília"
sábado, 27 de junho de 2009
Tem que ouvir
(Do Wordpress)
A mensagem do Pr. Ed René Kivitz, na noite de 21/06/09 – “Você sabe que tem uma vocação quando…” - foi uma das que mais tocou meu coração nos últimos tempos. Então deixo aqui a dica.
Logo logo eu volto para contar o porquê.
Um beijo.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
9 meses de Naomi
(Do Wordpress)
Hoje a Naomi completa nove meses. Tenho tanta coisa pra contar, nossas experiências que desejo compartilhar, dicas que eu acho que posso dar… mas ando meio com preguiça de escrever, muitas coisas pra resolver e este blog que ainda não tá arrumadinho. Mas tudo bem.
Vou falar sobre como foi este mês. Do oitavo pro nono mês ela se desenvolveu muito! Se arrasta e meio que engatinha, do jeito dela chega onde quer. Também se levanta sozinha, agarrando no que der. E sempre quer se levantar! Ela também aprendeu logo e sair da posição de pé: dá uma olhadinha pra baixo, flexiona os joelhos e cai de bunda! Hehehe. Ainda aprendeu a sentar. Se está deitada, se vira e fica como se fosse engatinhar, aí senta.
Ela está super bem-humorada, conversadeira e brincalhona. Muuuito apaixonante.
Ela também mastiga suas papinhas com pedacinhos. E adora quando dou umas comidinhas impróprias, como bolacha passatempo ou um pouco do delicioso cheesecake com doce-de-leite do Havanna!
Este mês não tem consulta no pediatra, que pena. Só mês que vem. Eu adoro ir às consultas!
Fico tentando ensiná-la a mandar beijo e dar tchau, mas ainda não aprendeu.
Ela ama música, dança, grita muito quando fica feliz, ama o Pocoyo. Dorme tarde e acorda tarde. E não para quieta quando tenho que trocar a fralda, aaaiiiii.
É isso.
Ah, passei meu primeiro dia das mães com ela fora da barriga. Ser mãe é maravilhoso. Mesmo. Mas isso é assunto pra outro post.
Espero não demorar tanto pra voltar aqui.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
WordPress
O meu novo endereço é http://estertambasco.wordpress.com. As coisas ainda estão sendo organizadas por lá, mas tá ficando bem bonitinho.
Um beijo!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Estrias
Acho que um dos maiores medos das recém-descobertas futuras mamães são as indesejadas e odiadas estrias.
Uma amiga me deu a dica: os cremes para gestantes da Palmer´s Cocoa Butter - ela usou, minha outra amiga usou, uma outra minha conhecida usou - e nenhuma delas ganhou estrias durante a gestação. Nem eu, ufa!
Quando eu pensei em começar a tentar engravidar, já encomendei. Ainda bem, porque os cremes chegaram e logo em seguida engravidei. Mas eu só comecei a usar quando a barriga começou a aparecer, antes disso eu só passava outros creminhos normais, depois do banho, com a pele ainda úmida.
Sempre tive muita preguiça de ficar passando creme, mas durante o período crítico, pelo menos quando já estava cheinha, tive que vencer a preguiça. Aí passava o creme da Palmer´s várias vezes ao dia e sempre que sentia aquela esticada, aquela coceira.
Não, eu não ganhei nenhuma estria nova, nem na barriga, nem nos seios, nem no quadril, nada, graças a Deus! E graças ao santo creminho e à santa águinha que tem que tomar muuuito. Mas sim, eu já tinha estrias no quadril, que ganhei durante o estica da adolescência. No post que citei, a autora fala que é só não tomar sol que some. Dessa eu não sabia, então fica a dica. Se funciona ou não, não custa tentar!
Outra coisa, uma GO me disse que óleo de amêndoas não é legal durante a gravidez, porque ele só hidrata superficialmente. Quando a barriga começa mesmo a esticar, a pele não resiste. Falem com o dermatologista sobre isso.
Ah, os meus cremes queridos não são vendidos aqui no Brasil (pelo menos não achei em lugar nenhum), mas são super baratos nos EUA, vale muito a pena pedir para um conhecido trazer ou mandar uma encomenda.
No final da gestação, com quase 16 Kg a mais, minha barriga enorme começou a coçar muito e eu não conseguia não coçar. Passava creme e mesmo assim coçava. Aí ela ficou cheinha de bolinhas, como se fossem um monte, mas um montão de cravinhos. Meu GO disse para passar pasta d´água para aliviar a coceira e funcionou, a infestação de bolinhas sumiu.
"Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.
'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?'
'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê.
Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida - não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
'Você jamais se arrependerá', digo finalmente.
Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus...
que é ser Mãe."
(Autor desconhecido)
